Estudo aponta que, para 80% dos professores, bem-estar emocional é crucial para desenvolver base de conhecimento na fase escolar

Crianças na escola se divertem com imagem no computador.
Pesquisa da Microsoft com a unidade de inteligência da The Economist analisa a importância do bem-estar emocional para a aprendizagem dos alunos e o que educadores estão fazendo sobre o tema

São Paulo, 25 de julho de 2019 – Segundo o estudo “Emotion and Cognition in the Age of AI” (“Emoção e Cognição na Era da IA”, em português), encomendado pela Microsoft e realizado pela Unidade de Inteligência da The Economist, está cada vez mais evidente a relação entre a qualidade da aprendizagem e o bem-estar emocional dos estudantes. Uma das conclusões da pesquisa foi que, à medida que a automação e a inteligência artificial (IA) redefinem o futuro do trabalho e das carreiras que conhecemos, as habilidades do ser humano são cada vez mais valorizadas. Traços como criatividade e comunicação interpessoal ganham ainda mais importância e seu desenvolvimento tem relação direta com o bem-estar.

O levantamento entrevistou 762 profissionais de educação de 15 países, de professores de escolas primárias e secundárias até profissionais de apoio estudantil, administradores e diretores. Os resultados exploram como os profissionais da educação em todo o mundo percebem as conexões entre aprendizado e bem-estar emocional e como desenvolvem as habilidades, atitudes, a alfabetização e disposições associadas aos alunos.

De acordo com o estudo, para 80% dos entrevistados o bem-estar emocional é crucial para desenvolver base de conhecimento na fase escolar. A pesquisa revela ainda que 79% acreditam que emoções positivas e relações estáveis são muito ou extremamente importantes para o sucesso acadêmico. Já o sentimento de comunidade e pertencimento é apontado por 75% dos entrevistados. Em suma, a maioria dos educadores vê o bem-estar como uma força construtiva na formação da cognição e da aprendizagem.

O relatório mostra que a medição do bem-estar do aluno é necessária, mas complicada. A maioria dos educadores depende de avaliações subjetivas, seja por professores e conselheiros (54%) ou pelos próprios alunos (51%). Uma pequena minoria busca questionários padronizados ou informais (43% e 30%, respectivamente) para aprender mais sobre o estado emocional dos alunos. As escolas que mais valorizam o bem-estar dependem muito de todos esses métodos para coleta de dados, assim como avaliações médicas (29%) e socioeconômicas (30%) dos alunos. Não existe um método único que se destaque do resto, e 64% dos professores afirmam que gostariam de ajudar no bem-estar dos estudantes, mas não têm os recursos ou tempo para isso.

Embora o foco primário da tecnologia em sala de aula seja a aprendizagem, o estudo também dá um passo no sentido de substanciar a relação entre o uso de tecnologia e o aumento do bem-estar dos alunos. Segundo a pesquisa, 58% dos entrevistados acreditam que aplicações e software educacionais ajudam no bem-estar pois complementam a experiência de aprendizado. Para 49%, as ferramentas de colaboração têm o mesmo efeito porque aprender é uma atividade social. As ferramentas de análise de dados também foram apontadas por 46% como recursos que ajudam professores na tarefa de promover o bem-estar entre os alunos.

Recorte regional

Educadores da América Latina são os mais entusiastas em relação à adoção de políticas que propiciem o bem-estar dos alunos. Quase dois terços (65%) “concordam fortemente” que priorizar a satisfação emocional dos alunos é importante para eles se tornarem adultos saudáveis e cidadãos responsáveis – enquanto no resto do mundo apenas 42% “concordam fortemente” com essa afirmação. O levantamento mostra que 38% dos docentes da América Latina incorporaram o desenvolvimento da alfabetização emocional dentro da vida escolar – a média de outras regiões fica em 26%.

Definindo bem-estar

Segundo a pesquisa, entende-se que o bem-estar abrange os domínios físico, social, cognitivo e emocional. No nível emocional, são considerados a presença de estados afetivos positivos e negativos, da felicidade e excitação até ansiedade, além da capacidade do indivíduo de regular e gerenciar emoções negativas. O bem-estar cognitivo ou psicológico refere-se à satisfação com a vida como um todo e à presença de atributos de caráter vantajosos. As estruturas de medição incluem fatores como o senso de propósito e significado de uma pessoa, autonomia e controle, resiliência e relacionamento com os outros. Há também medidas objetivas, como segurança financeira, saúde fisiológica e qualidade ambiental.

Infográfico do estudo sobre bem-estar emocional.

 

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