Zonal Azul Digital: das ruas de São Paulo para a nuvem da Microsoft

Estacionar o carro nas ruas de São Paulo é uma missão delicada. Grande volume de veículos circulando e áreas de uso restrito são alguns dos complicadores que o motorista enfrenta na disputa diária por uma vaga. E quando encontra, muitas vezes está sem o cartão da Zona Azul, o pré-pago impresso em papel que o habilita a permanecer na vaga por um tempo determinado.

A boa notícia é que a Zona Azul Digital, lançada pela Prefeitura de São Paulo em agosto, está em plena operação, rodando no Azure, a infraestrutura em nuvem da Microsoft. No lugar do papel, o motorista tem quatro opções de aplicativos para instalar em seu smartphone e, por meio de um deles, pode comprar e ativar o Cartão Azul Digital (CAD), sem sair do carro. E se precisar renovar a utilização da vaga por mais tempo, pode comprar mais créditos remotamente. Tudo via Azure.

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O modelo Infraestrutura como Serviço (IaaS, na sigla em inglês) do Microsoft Azure foi escolhido pela Prefeitura paulistana por atender a uma exigência de implementação rápida – o projeto foi entregue em dois meses. Além disso, duas aplicações do sistema foram desenvolvidas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em linguagem .Net, uma vez que o órgão é usuário do Microsoft Visual Studio.

As ferramentas disponibilizadas na plataforma Azure e as aplicações criadas pela CET com tecnologia Microsoft são responsáveis pela validação da liberação de créditos para os motoristas usuários do sistema. Os fiscais da CET, em seus terminais móveis, podem verificar se os veículos pagaram o Cartão Azul Digital e, em caso negativo, autuar os que estiverem em situação irregular.

Servidores virtuais do Azure foram configurados para rodar aplicações como o banco de dados responsável por administrar o volume de informações para comercialização de créditos. Além de suportar picos de acessos sem comprometimento do desempenho dos aplicativos, a nuvem da Microsoft oferece funcionalidades de segurança para a criptografia das informações e gerenciamento do serviço com o Microsoft Operations Management Suite (OMS).

Atualmente, seguindo o cronograma do projeto, a aplicação está em migração para Plataforma como Serviço (PaaS, na sigla em inglês), possibilitando que a CET adote novos recursos, como Azure SQL Database, API Management e Power BI, em etapa prevista para ser finalizada nos próximos meses.