Porto Salvo,
19
de Maio
de
2011 – A Microsoft divulgou, recentemente, a décima versão do Security Intelligence Report, um relatório que dá a conhecer as principais tendências da segurança na internet. O relatório, que reúne dados de mais de 600 milhões de computadores de cerca de 117 países de todo o mundo, evidencia uma redução de 37,6% no número de computadores infectados com malware em Portugal e um aumento significativo das abordagens e táticas utilizadas pelos cibercriminosos para roubar dinheiro aos consumidores e uma polarização no que respeita ao seu comportamento.
Neste âmbito, o Security Intelligence Report revela a existência de dois tipos de cibercrimonosos: os altamente sofisticados, que se dedicam a perseguir alvos de alto valor com grandes recompensas, de que são exemplo as grandes organizações e os que recorrem a métodos mais acessíveis que incluem táticas de engenharia social que apesar de movimentarem pequenas quantias de dinheiro, fruto de ataques que têm como público-alvo o consumidor em geral, são por isso mesmo muito mais lucrativos.
Entre os métodos de ataque mais comuns, destacam-se o software de segurança falso, adware e os ataques de phishing que recorrem, na maioria das vezes, às redes sociais como engodo. Paralelamente, verifica-se a predominância de ataques que se assemelham, muitas vezes, a autênticas campanhas de marketing ou promoção legítima de produtos, em que seis das dez maiores famílias de malware mais prevalentes se enquadram nestas categorias de métodos de ataque.
A categoria de malware foi, aliás, a categoria mais comum registada em Portugal, ao longo do 4º trimestre de 2010, tendo o “Software potencialmente indesejado” afectado cerca de 34,7% de todos os computadores infetados, comparativamente aos 27,0%, registados no terceiro trimestre. A ocupar a segunda categoria de malwares mais comuns, destacam-se os vírus da classe Worm, que afectaram aproximadamente 24,9% de todos os computadores infetados, em comparação com os 25,5% alcançados no terceiro trimestre, seguidos dos Trojans não categorizados que afetaram 23,2% de todos os computadores infetados, face a 23,9% registados no terceiro trimestre.
De acordo com Sérgio Martinho, responsável pela área de Segurança e Estratégia de Plataformas da Microsoft “Estes números são um importante marco para Portugal, na medida em que conseguimos, comparativamente ao terceiro trimestre, uma redução de 37,6%, no que concerne ao número de computadores infectados com malware, motivo que nos permite estar também no ranking dos cinco países que lideram as melhorias na descida do número de computadores infetados com malware.”
Segundo o Security Intelligence Report, a utilização da técnica de phishing usando as redes sociais como engodo, tem acompanhado a evolução das redes sociais, tendo aumentado de 8.3% em Janeiro de 2010 para 84,5% em Dezembro do mesmo ano.
A popularidade de sites de redes sociais tem também criado novas oportunidades para os criminosos, não só para atrair utilizadores desatentos, mas também amigos, colegas e familiares. A este nível, o Security Intelligence Report revela também um aumento de 70% no adware entre o segundo e o quarto trimestre de 2010, tendo a deteção do JS/Pornpop e Win32/ClickPotato, realizada entre Julho e Setembro de 2010, contribuído significativamente para este aumento.
O software de segurança falso ou Scareware é também apontado como um dos meios mais comuns e que rapidamente se tornou numa das técnicas preferidas pelos criminosos, em todo o mundo, para roubarem o dinheiro ou a identidade dos utilizadores. O Win32/FakeSpypro que aparenta ser um programa de segurança legítimo e que, por isso mesmo, proporciona uma falsa sensação de segurança, tem sido um dos mais prevalentes nesta área.
Determinada em garantir uma navegação segura na internet, a Microsoft foi responsável ao longo de 2010, por proteger cerca de 19 milhões de computadores em todo o mundo.
Mais informações:
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Para aceder ao Security Intelligence Report: http://www.microsoft.com/sir